Um novo começo
Publicado por Gianluca Attanasio o 26 Março 2010 ·
Romano Christen há poucos meses em missão em Colónia, Alemanha, juntamente com Gianluca Carlin, Georg del Valle e Lorenzo Di Pietro.
Padre Romano há pouco tempo foi aberta uma casa da Fraternidade em Colónia, Alemanha. Qual é a tua primeira impressão desta cidade?
Estamos em Colónia desde Agosto de 2009. A cidade tem uma história imponente: fundada há dois mil anos pelo povo romano, durante séculos o centro da Europa, era também chamada a “Roma do Norte”. Uma cidade com uma história muito católica, pátria de muitos santos, rica em Igrejas românicas e góticas. No entanto, se dás uma volta no metropolitano ou caminhas pelas ruas da cidade, vês uma multidão de pessoas que se afastou totalmente deste património.
É uma cidade rica, mas com uma significativa taxa de desemprego e uma altíssima taxa de imigração. Os habitantes de Colónia concebem-se culturalmente como vanguardistas, abertos a qualquer forma de expressão (mesmo que exagerada ou excêntrica). De facto, a preciosa tradição que constitui a sua identificação cultural já não é vivida de uma forma óbvia, mas é totalmente submersa pelos contrastes do século XXI. É este o ponto de partida da nossa presença aqui: enraizados no sentimento de pertença à Fraternidade, ao Movimento, desejamos amar este povo e testemunhar que esta tradição é chamada a ter um grande futuro.
Como se insere neste contexto a vossa responsabilidade na paróquia?
A realidade paroquial que me foi confiada subdivide-se em três paróquias e é composta por um total de dez mil almas. Georg del Valle é o meu coadjutor. Eu sinto a minha tarefa de pároco como que conexa ao caminho da tradição religiosa e cultural deste povo. Este caminho, para nós, encontra um ponto de força na paternidade do nosso Bispo, o Cardeal Meisner. Tivemos ocasião de encontrá-lo várias vezes e fomos muito encorajados. De facto, temos percebido a sua capacidade de valorizar o nosso carisma, de respeitá-lo e de guardar com espanto o nosso carisma. Ele deseja apoiar-nos para que a árvore da nossa Fraternidade possa crescer igualmente na sua diocese. A diocese de Colónia é grande e a cúria é imensa. Relativamente aos seus colaboradores, também não temos encontrado uma frieza nos aspectos burocráticos, fomos acolhidos com calor e mostraram-nos um grande desejo de trabalhar em conjunto.
Como ajuizas o começo da vossa missão aqui?
Experimentamos um acolhimento muito caloroso dos nossos paroquianos, em geral muito receptivos às nossas propostas. Mesmo não conhecendo nada da nossa Fraternidade, relacionaram-se connosco sem preconceitos. Desde o início, deixaram-se provocar pelo facto que quatro sacerdotes vivessem juntos. Muitos, até entre aqueles que têm uma responsabilidade activa na paróquia, ficaram fascinados com a unidade que se vê na nossa vida e percebem-na como uma grande promessa para a paróquia.
Compreenderam que não somos pessoas que estão aqui sem se envolverem com a realidade que nos circunda. Quem conduz a paróquia é acompanhado com uma amizade fraterna. Isto despertou neles uma esperança de poder viver uma amizade semelhante, seja entre eles, seja connosco.







