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	<title>Fraternidade São Carlos</title>
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		<title>Ordinações 2010</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 08:07:58 +0000</pubDate>
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		<title>O dom da ressurreição</title>
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		<pubDate>Wed, 19 May 2010 07:56:43 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ao aproximar-se o tempo da Páscoa, Jesus ressuscita Lázaro. Aquele gesto explica toda a dimensão revolucionária do anúncio que ainda hoje ressoa no mundo: &#8220;Quem acredita em Mim, ainda se morre, viverá&#8221; (Jo 11,25). A morte, de facto, não é eliminada, mas é vencida. Depois de sua mãe e José, Jesus não tinha nada de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-164" title="E0670_ElioCiol3" src="http://www.fraternidadesaocarlos.org/pt/wp-content/uploads/2010/05/E0670_ElioCiol3-300x136.jpg" alt="E0670_ElioCiol3" width="300" height="136" />Ao aproximar-se o tempo da Páscoa, Jesus ressuscita Lázaro. Aquele gesto explica toda a dimensão revolucionária do anúncio que ainda hoje ressoa no mundo: &#8220;Quem acredita em Mim, ainda se morre, viverá&#8221; (Jo 11,25). A morte, de facto, não é eliminada, mas é vencida. Depois de sua mãe e José, Jesus não tinha nada de mais querido que os irmãos Maria, Marta e Lázaro. Eventualmente, só João ocupava o mesmo lugar que estes ocupavam.</p>
<p>Por isso, não é sem significado o facto que Jesus ressuscite Lázaro. O seu amigo, o seu mais caro amigo. A vida surge da amizade, é ultimamente amizade. E esta em Jesus nasce da sua paixão pelos homens. João, no seu Evangelho, descreve assim a reacção de Jesus perante a morte do seu amigo: &#8220;Comoveu-se profundamente, e depois chorou&#8221; (Jo 11,38).</p>
<p>A comoção de Jesus e a ressurreição de Lázaro representam, para cada um de nós, o sinal que a vida não acaba. Mesmo se estamos sujeitos ao sofrimento e à dor, esses não são definitivos: a última palavra pertence à vida que Ele porta.</p>
<p>Lázaro ressuscita para depois morrer. Cristo, no entanto, ressuscita para não mais morrer. A ressurreição de Lázaro, na realidade, é só uma prefiguração daquela de Cristo. É uma antecipação, como que um dom saboreado antes do tempo. Através dessa, Cristo dá-nos a entender que o dom da sua ressurreição transforma a nossa vida presente: já na nossa vida presente nós ressuscitamos!</p>
<p>A nossa vida transformada é a sua glória no meio dos homens. De que coisa necessitamos para participar a este dom? Trata-se de uma pergunta importante. Seria verdadeiramente terrível ouvir o anúncio de um grande dom e não poder recebê-lo. Para que isto seja possível precisamos de viver uma amizade com Jesus, como aquela de Lázaro, Marta e Maria. Uma amizade que seja custodie da prenda preciosa que é a fé, que nos permita de renascer, de ressuscitar a cada instante. Em cada dia que passa necessitamos de viver a experiência da ressurreição. Em cada momento, apesar das tribulações e das dificuldades, a nossa velhice transforma-se numa juventude na qual vivemos uma experiencia concreta. Apercebemo-nos de ser mais verdadeiros, mais conscientes, mais próximos às coisas da vida.</p>
<p>O objectivo de qualquer amizade cristã é transformar a velhice em juventude. &#8220;Nasce-se velhos -escreveu Jean Guitton- e é preciso toda a vida para tornarmo-nos jovens&#8221;. Esta é a razão de ser de uma fraternidade, qualquer que essa seja. É esta juventude, é a experiencia desta juventude, que permite de caminhar, e ao mesmo tempo, manter a proximidade, que permite de amadurecer uma consciência sempre maior da ressurreição de Jesus, que é a única graça que nós podemos, devemos e queremos portar aos homens. Porque os homens têm uma só necessidade: ser conscientes que a vida não é uma passagem do nada para nada, mas que a nossa vida é amada e desejada por Deus consciente e amoroso, por um Pai. E este Pai acompanha-nos e espera-nos.</p>
<p>photo: © Elio Ciol</p>
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		<title>Um novo começo</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 08:30:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Romano Christen há poucos meses em missão em Colónia, Alemanha, juntamente com Gianluca Carlin, Georg del Valle e Lorenzo Di Pietro.
Padre Romano há pouco tempo foi aberta uma casa da Fraternidade em Colónia, Alemanha. Qual é a tua primeira impressão desta cidade?
 
Estamos em Colónia desde Agosto de 2009. A cidade tem uma história imponente: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="alignleft size-medium wp-image-157" title="IMG_6573" src="http://www.fraternidadesaocarlos.org/pt/wp-content/uploads/2010/03/IMG_6573-300x251.jpg" alt="IMG_6573" width="300" height="251" />Romano Christen há poucos meses em missão em Colónia, Alemanha, juntamente com Gianluca Carlin, Georg del Valle e Lorenzo Di Pietro.</em></p>
<p><em>Padre Romano há pouco tempo foi aberta uma casa da Fraternidade em Colónia, Alemanha. Qual é a tua primeira impressão desta cidade?</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Estamos em Colónia desde Agosto de 2009. A cidade tem uma história imponente: fundada há dois mil anos pelo povo romano, durante séculos o centro da Europa, era também chamada a “Roma do Norte”. Uma cidade com uma história muito católica, pátria de muitos santos, rica em Igrejas românicas e góticas. No entanto, se dás uma volta no metropolitano ou caminhas pelas ruas da cidade, vês uma multidão de pessoas que se afastou totalmente deste património.</p>
<p>É uma cidade rica, mas com uma significativa taxa de desemprego e uma altíssima taxa de imigração. Os habitantes de Colónia concebem-se culturalmente como vanguardistas, abertos a qualquer forma de expressão (mesmo que exagerada ou excêntrica). De facto, a preciosa tradição que constitui a sua identificação cultural já não é vivida de uma forma óbvia, mas é totalmente submersa pelos contrastes do século XXI. É este o ponto de partida da nossa presença aqui: enraizados no sentimento de pertença à Fraternidade, ao Movimento, desejamos amar este povo e testemunhar que esta tradição é chamada a ter um grande futuro.</p>
<p><em>Como se insere neste contexto a vossa responsabilidade na paróquia?</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>A realidade paroquial que me foi confiada subdivide-se em três paróquias e é composta por um total de dez mil almas. Georg del Valle é o meu coadjutor. Eu sinto a minha tarefa de pároco como que conexa ao caminho da tradição religiosa e cultural deste povo. Este caminho, para nós, encontra um ponto de força na paternidade do nosso Bispo, o Cardeal Meisner. Tivemos ocasião de encontrá-lo várias vezes e fomos muito encorajados. De facto, temos percebido a sua capacidade de valorizar o nosso carisma, de respeitá-lo e de guardar com espanto o nosso carisma. Ele deseja apoiar-nos para que a árvore da nossa Fraternidade possa crescer igualmente na sua diocese. A diocese de Colónia é grande e a cúria é imensa. Relativamente aos seus colaboradores, também não temos encontrado uma frieza nos aspectos burocráticos, fomos acolhidos com calor e mostraram-nos um grande desejo de trabalhar em conjunto.</p>
<p><em>Como ajuizas o começo da vossa missão aqui?</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Experimentamos um acolhimento muito caloroso dos nossos paroquianos, em geral muito receptivos às nossas propostas. Mesmo não conhecendo nada da nossa Fraternidade, relacionaram-se connosco sem preconceitos. Desde o início, deixaram-se provocar pelo facto que quatro sacerdotes vivessem juntos. Muitos, até entre aqueles que têm uma responsabilidade activa na paróquia, ficaram fascinados com a unidade que se vê na nossa vida e percebem-na como uma grande promessa para a paróquia.</p>
<p>Compreenderam que não somos pessoas que estão aqui sem se envolverem com a realidade que nos circunda. Quem conduz a paróquia é acompanhado com uma amizade fraterna. Isto despertou neles uma esperança de poder viver uma amizade semelhante, seja entre eles, seja connosco.</p>
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		<title>Deixar espaço a Outro</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 08:22:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Carta mensal aos membros da Fraternidade
Fevereiro-Março 2010
Caríssimos,
Iniciámos, há poucos dias, a Quaresma.
Quereria partilhar convosco algumas reflexões que me têm acompanhado nestes últimos dias e que já partilhei com os meus seminaristas.
A Quaresma convida-nos a deixar a imagem e o preconceito que temos de nós próprios para, assim, encontrar Deus e poder descobrir, n’Ele, o nosso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-150" title="sirit1" src="http://www.fraternidadesaocarlos.org/pt/wp-content/uploads/2010/03/sirit1-300x225.jpg" alt="sirit1" width="300" height="225" />Carta mensal aos membros da Fraternidade<br />
Fevereiro-Março 2010<br />
Caríssimos,<br />
Iniciámos, há poucos dias, a Quaresma.<br />
Quereria partilhar convosco algumas reflexões que me têm acompanhado nestes últimos dias e que já partilhei com os meus seminaristas.<br />
A Quaresma convida-nos a deixar a imagem e o preconceito que temos de nós próprios para, assim, encontrar Deus e poder descobrir, n’Ele, o nosso “eu”. É Ele que nos abre às verdadeiras dimensões da nossa personalidade. É Ele que nos ensina o que é bom para a nossa vida e quais são as estradas para alcançá-Lo. Com certeza, esta passagem implica uma sensação de morte. Várias vezes don Giussani comenta esta experiência de mortificação como um semblante de morte. Parece que devemos deixar tudo.<br />
O sacrifício é deixar espaço a Outro. Deixar que Outro tome espaço na minha vida, entre na minha vida a pouco a pouco até a ocupar totalmente, tornando-se no meu eu: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gal. 2, 20). O sacrifício é deixar espaço a Cristo. É a Páscoa, a passagem do aparente ao real, do demónio a Deus, do eu como significado de tudo a Deus como significado de tudo.<br />
O horizonte da Quaresma não é a mortificação, mas que cada um se encontre: “quem se perde, se encontra”. O sacrifício é a estrada necessária para que a nossa natureza, propensa ao mal e à divisão, possa encontrar a sua identidade.<br />
Mas não se trata de uma passagem imediata. Implica muito tempo. O significado comum do sacrifício é aquele de sofrimento. Porque é que estas duas palavras estão fortemente ligadas? Qual a necessidade de fazer um sacrifício que nos faz sofrer? Porque conduz a uma mudança. É um sacrifício porque é a passagem para um bem maior, do qual ainda não temos percepção. Mas Deus é o nosso guia e enche-nos de consolação.<br />
Santo Agostinho no décimo primeiro capítulo do “De Civitate Dei” afirma que o único sacrifício é a comunhão. O único sacrifício é a passagem há comunhão, ao ponto de proclamar: “meu eu és tu”. O único sacrifício, portanto, é o amor. É a grande revolução acarreada, primeiro pelos Profetas e depois pelo próprio Jesus, à história do mundo. O Seu amor torna possível todos os sacrifícios para afirmar o Outro, também o sacrifício da própria vida. Por isso, a Igreja identifica virgens e mártires como a forma mais elevada de amor, porque a virgindade e o martírio são o testemunho que a maior alegria da vida é afirmar Outro, afirmar que o tudo é um Outro.<br />
As promessas que fazíamos, quando éramos jovens, não tinham outro sentido se não neste horizonte: afirmar o facto que o Outro é tudo. Assim, os sacrifícios que a Igreja convida a viver neste tempo quaresmal, como o jejum, a esmola e a oração, não são uma renúncia, mas uma afirmação. Neste sentido o sacrifício é a antecipação da Ressurreição.<br />
O sacrifício, portanto, é a estrada para a comunhão, é o espaço que abrimos para o Amado. Isso é tão verdadeiro que no momento supremo da história do mundo, sacrifício e comunhão são duas palavras que indicam a mesma realidade: a Eucaristia. Na Eucaristia percebemos que o sacrifício já é comunhão, já é tudo, porque o sacrifício é fazer espaço ao Outro e isto já é tudo.</p>
<p>Vosso don Massimo</p>
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		<title>A paz, o dom do Natal</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 08:07:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Se o dom da Páscoa é a alegria, o dom do Natal é a paz. Um é condição do outro. Não pode, de facto, existir alegria sem paz.
Mas o que significa este dom da paz? Porque é que é o dom do Natal? A paz é o dom do Natal porque este representa a reconciliação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-129" title="Nativitargb" src="http://www.fraternidadesaocarlos.org/pt/wp-content/uploads/2010/01/Nativitargb-300x240.jpg" alt="Nativitargb" width="300" height="240" />Se o dom da Páscoa é a alegria, o dom do Natal é a paz. Um é condição do outro. Não pode, de facto, existir alegria sem paz.</p>
<p>Mas o que significa este dom da paz? Porque é que é o dom do Natal? A paz é o dom do Natal porque este representa a reconciliação de Deus com os homens, através da carne do Seu filho. «<em>Porque Ele é a nossa paz, Ele que de dois povos fez um só (…)</em>» (<em>cfr</em>. Ef. 2, 14). O fundamento da paz é, por isso, obra de Deus, a reconciliação com toda a humanidade que Ele realizou através da carne do filho.</p>
<p>Assim, cada um de nós poderá reconhecer o seu lugar na história do mundo e de Deus. E a paz é, precisamente, este reconhecimento.</p>
<p>O reconhecimento do lugar onde Deus nos quis, pensou e colocou, é, muitas vezes, simples, mas também poderá revelar-se complicado; muitas vezes iluminado e outras atormentado. Escreve Paul Claudel no “Anúncio a Maria”: «<em>A paz, quem a conhece, de alegria e de dor se compõe</em>». Deveremos reconhecer que a paz é o supremo bem e perante esse tudo poderá ser sacrificado, tanto que, o nome de Cristo é Paz, porque n’Ele a paz tornou-se possível. Sem a paz não há possibilidade de construir nada na vida. Seria como pretender edificar uma casa sem pensar, em primeiro lugar, nas suas fundações. E é sobre o fundamento da paz que se erige a possibilidade de construção da nossa vida. Se alguém pensasse no futuro, sem se apoiar no presente, a sua vida não conheceria progresso algum. Todas as suas aspirações, ou mesmo qualquer tentativa de realização, seriam vãs ou destrutivas.</p>
<p>E tudo isto vale igualmente para a missão. Que coisa seria do esforço dos missionários, como Pepe, Markus e Giovanni, sobre quem podemos ler neste número da Fraternidade e Missão, sem a certeza do próprio fundamento? Devemos, por isso, invocar do Espírito de Deus este dom, que coincide com o dom da fé, pois a graça da fé é precisamente esta: o reconhecimento da obra de Deus no mundo e do nosso contributo para essa obra.</p>
<p>A paz é um dom que exige coragem. Exige e cria homens corajosos, pois, sem coragem, não é possível reconhecer o próprio lugar no mundo, aquele autêntico, real, não aquele sonhado. Quando medito sobre a coragem penso muito nos meus irmãos em missão. Encontramos nestas páginas, por exemplo, a demonstração quotidiana de coragem da missão de Vicent Nagle (aliás, foi realizado um documentário sobre a sua missão), na Terra Santa, no coração da nossa história. Mas também, a coragem de uma irmã da Trappa di Vitorchiano. Recentemente acompanhei os seminaristas a uma visita ao seu mosteiro da região de Lazio (podem ler uma súmula do nosso encontro): apreendo sempre, nestas visitas, a certeza que acompanha aquelas irmãs, de que servem toda a Igreja através do seu silêncio escondido.</p>
<p>A paz cria homens fortes pois, quando reconhecem o verdadeiro fundamento da vita, tudo podem realizar. «<em>Omnia possum in eo qui me confortat</em>», «<em>Tudo posso n’Aquele que me conforta</em>» (<em>cfr</em>. Fil. 4, 13).</p>
<p>O bem que está na base de toda a nossa vida, que está na base da Igreja, no início da sua história, é o sumo bem, que todos nós, principalmente no Natal do Senhor, somos convidados a pedir com perseverança. Somos, ainda, convidados a reconhecer com simplicidade que tal dom, na realidade, já nos foi concedido. Trata-se, por isso, de reconhecê-lo com verdade e de alimentá-lo. Trata-se de construir sobre esse dom todas as demais esperanças da nossa existência.</p>
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		<title>O sinal do perdão</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 13:43:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[Caríssimo Padre Massimo,
sei que durante o Meeting de Rimini foi consecutivamente projectada “A ultima ponte”. Muitos escreveram-me ou disseram-me tê-la visto, comprado e terem ficado muito impressionados. De entre as pessoas que aparecem no vídeo, com certeza ressalta a bela Hua Liang. Tenho uma relação particular com a sua família. Vou contar-te como tudo começou. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-123" title="3952350443_a56489fedd" src="http://www.fraternidadesaocarlos.org/pt/wp-content/uploads/2009/12/3952350443_a56489fedd1-300x225.jpg" alt="3952350443_a56489fedd" width="300" height="225" />Caríssimo Padre Massimo,</p>
<p>sei que durante o Meeting de Rimini foi consecutivamente projectada “A ultima ponte”. Muitos escreveram-me ou disseram-me tê-la visto, comprado e terem ficado muito impressionados. De entre as pessoas que aparecem no vídeo, com certeza ressalta a bela Hua Liang. Tenho uma relação particular com a sua família. Vou contar-te como tudo começou. Hua Liang mudou-se para Taiwan com o marido, aborígene como ela (mas pertencente a outra tribo), mais ou menos no período em que eu cheguei à ilha, há quase três anos.</p>
<p>Com eles estava também a pequena Mei Li, que naquela altura tinha 4 anos. Muito pequena, mas muito viva. Um domingo, apenas passado um mês da minha chegada a Taiwan, depois da Missa, Mei Li insistiu que a levasse a dar uma volta de bicicleta, juntamente com outra amiguinha da paróquia. Coloquei uma no banco de trás e a outra à frente e comecei a dar voltas ao adro da paróquia. As meninas estavam contentes e todos os que passavam por nós pareciam maravilhados, por causa deste jovem padre estrangeiro que brincava com as crianças.</p>
<p>De repente, quando estava mesmo em frente da imagem de Nossa Senhora, que está no adro da nossa Igreja, a bicicleta bloqueou-se. Eu tive por um segundo, a tentação de dar um golpe forte no pedal, mas acredito que foi graças à Nossa Senhora, que quis pôr a sua mão sobre a minha cabeça, que não o fiz. E, assim, voltei-me para ver como estavam as minhas amigas. Vi que a Mei Li não dizia nada, mas o seu pezinho estava preso nos raios da roda posterior. Comecei a suar frio. Não falava (e em que língua poderia ter falado?). Desci da bicicleta e comecei a tentar tirar fora o seu pezinho preso nos raios da roda da bicicleta. Só nesse momento a Mei Li começou a queixar-se. Tentei tirar-lhe o sapatinho e então vi que a ferida era comprida e parecia profunda. Eu estava um pouco confuso. Atraídos pelo chamamento feito por alguém, chegaram a correr o pai de Mei Li, Li Ming Wen, e o senhor Cheng Guo Fong. Como por milagre, o pé saiu fora quando a roda se mexeu. O pai e Cheng Guo Fong, com a Mei Li ao colo, foram a correr para o mais próximo centro de saúde. Eu corria atrás deles, juntamente com Hua Liang. Chegados ao ambulatório, o meu pensamento era somente um: se o raio tivesse lacerado o tendão, Mei Li ficaria coxa o resto da vida. Não tinha palavras. A tensão estava a destruir-me. Mas perto de mim encontravam-se Hua Liang e o seu marido. Os dois juntos consolavam-me. Consolavam-me. Eles consolavam-me, não obstante não se saber a gravidade da lesão provocada ao pé da filhinha deles! Depois de alguns minutos, o médico confortou-nos: o tendão estava ileso. A menina devia descansar por uma semana, mas não existiam causas de preocupação. Os pais de Mei Li acompanharam-me a casa, com um sorriso, para mim, inexplicável. “Como é que conseguem”, pensava para comigo, “a sorrir assim?”.</p>
<p>A partir daquele, é sempre assim! Não sei porque motivo, mas a partir daquele facto, Hua Liang, Li Ming Wen e Mei Li, nunca esconderam uma preferência por mim.</p>
<p>Há um ano e meio atràs, pouco depois do seu Baptismo, Hua Liang conseguiu finalmente ficar novamente grávida, depois de uma longa espera para ter outra criança. É um rapaz. Nasceu no meio de Dezembro. Na noite de Natal, depois da Missa, Li Ming Wen anunciou o nome do seu filho: “Chen En, como Xie&#8217; Shen Fu, ou seja, como padre Xie”, que sou eu. Já me tinham dito que estavam a pensar dar ao filho deles um nome igual ao meu, coisa muito rara entre os chineses. E só de pensar nisso, ficava embaraço; e, ao mesmo tempo, cheio de comoção e de gratidão. E pouco importa se o primeiro carácter não seja exactamente igual ao meu, porque quando alguém lhes pergunta: “Porquê Chen En?”, eles respondem: “Porque soa bem e é o nome de Xie&#8217; Shen Fu”. E se alguém lhes perguntar que coisa irá fazer o filho deles quando for crescido, ambos respondem: “Esperamos que seja padre”.</p>
<p>Outro dia estava a falar com Li Ming Wen e estava também a Mei Li connosco. “Já esta alta” disse. E ele disse-me: “Lembras-te como era pequenina quando a conheceste? Quando se aleijou na bicicleta?”. “Como posso não recordar-me?”, respondi. E ele afirmou: “A cicatriz ainda é visível, mas é sempre cada vez mais pequena”. Levantou o pé de Mei Li e mostrou-me a cicatriz: não esperava que fosse tão cumprida e visível&#8230; é muito provável que nunca desapareça.</p>
<p>O Senhor não anula, não apaga o mal que nós fazemos, ou os disparates que cometemos. Os sinais ficarão sempre. O Senhor simplesmente escreve uma historia em cima deles.</p>
<p>Adeus e até breve.</p>
<p>Lele</p>
<p>Taipei 3 de Setembro 2009</p>
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		<title>Ele vem para chamar-vos</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 11:34:34 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-114" title="accolitato" src="http://www.fraternidadesaocarlos.org/pt/wp-content/uploads/2009/12/accolitato-300x185.jpg" alt="accolitato" width="300" height="185" />A liturgia desta noite permite-nos entrar num momento muito particular da vida de Jesus. Ele está a descer de Bethania em direcção a Jerusalém. A vista é esplendida naquele lugar! Aos olhos de Jesus, a Jerusalém daquele tempo devia parecer impressionante na sua beleza. E Jesus ficou comovido e começou a chorar. Afinal, Ele tinha vindo para ela. Nenhum outro lugar da terra, nem Belém ou Nazaré nem Bethania ou Cafarnaum, era tão importante para Jesus como Jerusalém.</p>
<p>Jerusalém era a cidade de David e em cima do seu monte tinha sido construído o templo ao qual Jesus chamou “ a casa do meu Pai” (Jo 2,16), declarando, assim, ser Filho de Deus e de reconhecer no Templo o sinal que nos séculos era a imagem visível de Deus.</p>
<p>Ele tinha vindo para Jerusalém, mas esta cidade não O acolheu. Também a isto se refere São João no seu prólogo quando afirma: “<em>Veio para o que era seu, e os seus não o receberam”</em>. A vida de Jesus foi um contínuo dirigir-se para Jerusalém. A vida de Jesus foi o dia, a ocasião para Jerusalém, mas ela estava fechada sobre si própria, radicada na sua efémera santidade, que, no entanto, como papel cairá deixando na terra um mar de destroços e mortos.</p>
<p>O mistério de Jerusalém ilumina o mistério da nossa vida. Também para nós vem Jesus. Pede-nos o nosso “sim”. Ele vem em muitos momentos da nossa vida, pode-se dizer que ele vem em cada instante da nossa vida. Mas existem alguns momentos que adquirem um significado particular. Estes são, para utilizar uma expressão de Jesus, “<em>o seu dia</em>”. E através do nosso “sim”, tornam-se o nosso dia.</p>
<p>Este “sim” que vós estais a viver, caros irmãos que recebem o acolitado e o leitorado, é um desses dias. Dentro do simples rito e da simples atribuição de uma tarefa, no contexto da ainda longínqua preparação ao sacerdócio, acontece algo de muito importante. São chamados por Deus a reconhecer a sua contínua vinda na nossa vida.</p>
<p>Ele vem para chamar-vos, para vos solicitar a segui-Lo, para se abrirem à sua manifestação. Neste modo a vossa vida abre-se, para sempre, a novas dimensões, em novas direcções, para novas descobertas e, por fim, floresce naquela sua estatura definitiva que o Pai pensou para cada um de vós e que será o vosso rosto eterno no Reino de Deus.</p>
<p>Em Jesus, Deus vem definitivamente. Todas as suas vindas não são outra coisa que manifestações consecutivas de uma única vinda. Iremos contemplá-Lo melhor no próximo Advento e Natal. Há um só Natal, assim como há um só Advento e uma só manifestação de Jesus. Mas, para o nosso coração débil, para a nossa mente hesitante, para a nossa liberdade tão incerta, Ele vem continuamente.</p>
<p>Ele necessita de ser continuamente descoberto e acolhido. Assim esta noite, vem novamente para vós e virá nos próximos dias, meses e anos. Em Jesus o Pai manifesta-se não só definitivamente, mas também completamente. Jesus é a realização plena de cada promessa. No seu “sim”, alto, seguro, luminoso, tornou possível o nosso “sim” que, antes tímido e quase com fatiga, se torna sempre mais alegre, convencido e quase natural. Também nós nesta noite queremos dizer “sim” juntamente a vós. “Sim”, quero seguir-Te e dar-Te tudo de mim. É importante este “tudo de mim”. Jesus disse quem quer seguir-Me “<em>tome a sua cruz, e siga-me</em>”.</p>
<p>Leio neste convite de Jesus a solicitação a segui-Lo com toda a minha pessoa, com toda a minha mente, com todo o meu coração e, também, com toda a minha fragilidade, cansaço e até com os meus pecados. Disse João Paulo II na encíclica <em>Redemptor Hominis “O homem que quiser compreender-se a si mesmo profundamente  deve, com a sua inquietude, incerteza e também fraqueza e pecaminosidade, com a sua vida e com a sua morte, aproximar-se de Cristo. Ele deve, por assim dizer, entrar n&#8217;Ele com tudo o que é em si mesmo, deve «apropriar-se» e assimilar toda a realidade da Encarnação e da Redenção, para se encontrar a si mesmo” </em>(RH10).</p>
<p>Jesus amava Jerusalém. Ele ama aquele e aqueles aos quais é enviado pelo Pai. A intensidade do seu chorar revela a intensidade do seu amor. Ele ama duma forma particular cada um de vós, que nesta noite visita com uma graça especial, oferecendo-Se todo e pedindo, em troca, a todos vós de doar generosamente toda a vossa vida para poderem ser felizes ministros da Sua graça.</p>
<p><em>Homilia na Casa de Formação, na atribuição do leitorado e acolitado a uns seminaristas</em></p>
<p><em>19 de Novembro 2009</em></p>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 15:44:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Fraternidade São Carlos é formada por uma centena de sacerdotes que vivem juntos em casas de três ou mai membros.
Os nossos missionarios estão presentes em vinte paises de quatro continentes.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A Fraternidade São Carlos é formada por uma centena de sacerdotes que vivem juntos em casas de três ou mai membros.</p>
<p>Os nossos missionarios estão presentes em vinte paises de quatro continentes.</p>
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		<title>Companhias em &#8220;Casamari&#8221;</title>
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		<title>L&#8217;ultimo ponte</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 16:07:35 +0000</pubDate>
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